Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

domingo, 22 de março de 2015

Gentefobia.

Gentefobia.

Tem algo que me chama a atenção em cidades do interior em que pese, não nego, eu adore uma cidade tranquila. Mas, enfim, diante de tanta “tranquilidade” e até mesmo praticidade o “interiorismo” mental lasca com a lógica!
Enfim, os mercados! Os tais super mercados, para ser mais exata, lotados em final de semana ou de tarde me deixa estupefata! Sábado fui ao maior mercado da cidade. Com o namorado, compramos o necessário, porque o açougue tinha fila! Era muita, muita gente! Olhando aquilo quase comecei a acreditar na teoria da conspiração de “golpe militar”, enfim que o povo está pirado para armazenar alimentos, sei lá!
Fomos noutro, fila homérica no açougue e, assim como no primeiro, não tinha a espécie de alface que precisávamos. Por ultimo, quase sem fé, fomos noutro. Mercado vazio! Ou melhor, movimento logico para um final da tarde de sábado.
Então, tendo em vista os cerca de 15 conhecidos que encontrei no primeiro estabelecimento que estava cheio, concluo que as pessoas vão a tal local para se encontrarem, não necessariamente para encontrarem os produtos que precisam, porque no ultimo mercado em que fomos havia tudo que precisávamos, só que muito menos gente! “Quórum” menor, menos seres para admirar nossa linda beleza jovial no final de semana.
Aparentemente o pessoal se arruma para ir ao super mercado, acha paquera em fila, conta até do mal estar estomacal da semana para o conhecido e assim por diante. Se colocassem musica ia ser estilo “festinha”, um bando de gente desconhecida, alguns conhecidos, todo mundo dando “palhinha” de esfregão de peito e bunda nos outros. Uiii!
Bem, para combinar com o exibicionismo só falta um sertanejo universitário que fica tudo no “nível”. Estranho, muito estranho! Eu não curto nada lotado. Nem festa, nem cinema, nem restaurante, nem mercado. Tenho um pouco de “gentefobia”, puxei a minha mãe.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 23 de março de 2015. 

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