Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quinta-feira, 5 de março de 2015

Até a Constituição!

Até a Constituição!

Até a Constituição Federal de 1988 deu mais atenção à noção de família do que ao casamento e você aí, mantendo casamento infeliz para “inglês” achar que você é feliz! Aceitando traição, aceitando parceiro que não comparece nem no afeto, nem no carinho, nem na cama, aceitando falta de consideração, de admiração e até de respeito, reclamações homéricas, mau humor, descontentamento constante e falta de tesão.
Tudo isso pelos filhos, pequenos ou grandes seres que não lhe pertencem e nunca hesitarão em deixar-lhe em prol de sua felicidade (nem devem!), seres que precisam de pais alegres e não de uma família hipócrita e sem graça.
Você que não vê a hora de o domingo acabar e recomeçar a correria da semana, você que tem a senha do celular mais “forte” que a da conta bancária e paquera até atendente de pedágio é, pura e simplesmente, um ser retrógrado, acomodado e, claro, muito idiota. Um minuto de silencio pelo falecimento pretérito da sua vergonha na cara.
Da mesma forma, até o constituinte de 1988 estabeleceu a igualdade entre homens e mulheres e você aí, achando que feminismo é o oposto do machismo e propõe a submissão do homem pela mulher, contrariando o que o sistema machista “instituiu”. Feminismo não é a mera luta por direitos iguais, afinal, igualdade se consegue tratando-se desigualmente os desiguais.
Feminismo é uma tentativa de sermos respeitadas, de sermos vistas como seres inteligentes cuja vida não se circunscreve ao falo masculino e cuja forma física não é aquela que “deve” agradar aos homens, mas a que temos, porque gostamos, porque queremos e sem nos sacrificarmos.
Porque nos amamos, mesmo que não sejamos iguais as “modeletes” de programa esdrúxulo, que se exibem para a câmera como pedaços de picanha em açougue. Não precisamos agradar aos homens, a gente só precisa ser: sermos donas de nossas opiniões, corpos e ideias, sem sermos julgadas por quem nos quer subalternas.
Enfim, é muita mentalidade tacanha e confusa para poucos cabelos na cabeça das pessoas! Ou seja, é ignorância que não tem fim! Preconceitos, retrocesso, ausência de bom senso, de lealdade para consigo mesmo e para com a vida. É muito tentar aparentar e pouco ser, é muito dizer e pouco sentir, é muito fingir e pouco ser. É muita tolice, portanto.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 05 de março de 2015.

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