Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

segunda-feira, 9 de março de 2015

Aprendendo a ser gente.

Aprendendo a ser gente.

O mundo não será justo enquanto as mães ensinarem a filha a “sentar-se como uma mocinha”, de perninhas cruzadas e elegantemente e permitirem que os meninos achem bonito dar “pum” em publico, arrotar como quem grita e fazer outras coisas afins.
Da mesma forma, não será justo o mundo enquanto as meninas lavarem a louça com a mamãe e os meninos saírem jogar futebol ao mesmo tempo. Ou o pai dar o carro para o filho adolescente sobre a “dica” de ele “comer” um maior numero de meninas e dizer para a filha adolescente que vai ao cinema com o namorado que ela não pode chegar depois das 23h.
Qual a solução? Criar seres humanos para serem seres humanos dignos e decentes, independente do sexo. Arrotar não mata, peidar também não, mas achar fazer isso em público sempre “lindo” é tolice.
Assim como meninos não morrem lavando e secando a louça e nem meninas deixam de ser meninas se jogarem futebol, assim como homem não deixa de ser homem se namorar a menina pela qual se apaixonou e nem a menina deixa de ser mulher se resolver dar carona para os amigos bonitos e cobrar a carona em “carne”.
Machismo se aprende em casa. E machismo não fode com o mundo, machismo estupra o mundo. Se só “fodesse” era bom. Apesar disso, não nego que as mulheres, criadas numa criação notoriamente machista e que faz distinção entre os sexos, deveriam aprender algumas coisas com os homens.
Quero dizer, a maioria das mulheres poderia aprender algo com a maioria dos homens! Por exemplo, não criticar a moral de outra mulher pelo que ela faz entre quatro paredes. Sexo, pouco sexo ou muito sexo não define caráter, talvez defina que a outra é mais fogosa e, quiçá, boa de cama que você!
Menosprezar outra mulher moralmente é feio, falar mal da criatura que no outro dia foi chamada de “amiga”, da mesma forma, é desprezível! Homens se protegem, se defendem, tem entre eles uma lealdade quase pueril e inocente. Falam mais bobagens, mas não pensam tanta maldade quanto à maioria das mulheres.
A gente poderia aprender com os homens a ser mais leal, mais sincera, a falar mais o que se sente do que aquilo que nos convém em dado momento. A sermos menos “cobras” umas com as outras. Sei lá, acho necessário, porque o machismo feminino e a deslealdade feminina são terríveis!


Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 09 de março de 2015. 

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