Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

terça-feira, 17 de março de 2015

Pêssegos, pessoas e dialogo.

Pêssegos, pessoas e dialogo.

Li a seguinte frase: “Você pode ser o pêssego mais maduro e suculento do mundo e mesmo assim sempre haverá gente que não gosta de pêssegos.” Para começar, me identifiquei: detesto pêssegos maduros e suculentos! Sim, eu gosto de pêssego branquinho, durinho e firme.
De toda forma, entendi a moral da frase. E tenho para dizer que você tem boca, você é racional, você não é um pêssego suculento e inanimado. Acho fundamental, no trato humano, o diálogo, a interação, os questionamentos e, porque não dizer, as reclamações.
Algo assemelhado a uma "DR" num romance, a uma reunião no trabalho e a uma manifestação popular democrática de descontentamento político, por exemplo. O que é preciso, porém? Saber a quem reclamar!
Esposa que reclama de marido para amiga não faz por merecer que o parceiro evolua né?! Está fomentando a estagnação, afinal, se o que não é visto não é lembrado o que não é "ouvido" pela pessoa correta, equivale ao "não dito".
O problema é o colega de trabalho? Aborde, dialogue! Um diálogo sincero e, sobretudo, educado, respeitoso e objetivo opera milagres, une, modifica e aprimora. Sou a favor de conversas abertas, porém respeitáveis.
Uma reclamação manifestada de forma respeitosa e educada surte mais efeito que o silêncio ou que um elogio superficial, pouco franco ou educado. Tudo é, portanto, uma questão de saber falar e não de, meramente, jogar palavras ao vento. Não agradamos a todos, mas não somos pêssegos. Podemos ser melhores, muito melhores!
O outro pode ser melhor, o outro pode evoluir, mas, para isso, ele precisa saber o que você pensa, quais são suas necessidades não supridas, suas expectativas frustradas. Não basta, meramente, sair criticando o parceiro mundo a fora se o coitado nem sabe quais são as suas “reinvindicações” e, assim, não apenas não pode mudar, como não pode mostrar-lhe o outro lado da moeda, enfim, as opiniões dele.
É conversando que as pessoas se entendem, é conversando que elas se conhecem e é, apenas conversando, que elas encontram denominadores comuns e seguem adiante com dignidade, respeito e aprimoramento.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 17 de março de 2015.

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