Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

domingo, 29 de março de 2015

Não tenho, nem quero.


Não tenho, nem quero.

Economize-me de comparar-me com gente sem sal, sem graça, sem alegria de viver, sem senso de humor, sem luz, sem leveza! Poupe-me de comparar-me com gente amarga, de humor flutuante, que gosta de ser inacessível e grosseira para parecer sapiente.
Poupe-me de comparar-me com gente que não fala palavrão, não bebe, não come glúten, açúcar ou nada calórico, não fode e aparentemente não goza! Poupe-me de comparar-me com quem gosta de falar e de escrever difícil para pagar de intelectual.
Não me compare com quem tenta ser e aparentar qualquer coisa: de competente a santa ou de inteligente a elegante. Sou autêntica, espontânea, contente e feliz demais para isso.
Quer saber? Eu não sou comparável. Você também não é, ninguém é! A comparação é a forma mais medíocre de definir as virtudes ou as fraquezas de alguém. Com o seu gênio, personalidade, corpo, alma, educação e temperamento? Só você no mundo!
Não limite o outro, porque seus conceitos, imaginação e capacidade de observação são limitados. Se existem pessoas semelhantes? Existem. E é por isso que comparações disparatadas me irritam tanto.
Ora essa, meu filho, vai me comparar? Essa coisa medíocre e limitadíssima é essencial para você compreender-me no mundo? Ok, ok, ok! Mas compare-me com gente feliz, com gente que sorri, que dá gargalhadas quando pode, que dança e fode sem muito pudor, limites e medos.
Medo, meu caro? Eu não tenho medo de nada, sabe por quê? Porque o fato de eu temer não será forte o suficiente para impedir os acontecimentos que me amedrontam de acontecerem, então, para que ter medo de algo? Melhor viver, ser prudente e se divertir. Um dia, tudo vai acabar, mas que acabe quando tivermos rugas de tantos risos soltos.
Não venha me comparar com gente de personalidade rígida que se impõe a obrigação de ser estética, moral e culturalmente perfeita e que, justamente, por isso, se mostra vulgar, senso comum, insossa e hipócrita! Ah, valha-me! Me ecomomize! Não tenho nada desse povo. E nem quero. Obrigada.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 27 de março de 2015.

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