Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quarta-feira, 4 de março de 2015

Drogas e limites: precisamos!

Drogas e limites: precisamos!

Drogas, enfim, o ser humano curte! Para ser sincera provei maconha uma vez na vida, graças a um namorado “alternativo” e achei enfadonho, achei chato. Sono, fome e sono, muito sono. Detesto tudo que me “acalma” demais, gosto de ser agitada, enfim! Não curto essa coisa de “viajar”.
Não curto e, “não sou obrigada”! Não vou ser obrigada se legalizarem, inclusive, o que acho interessante para o tráfico diminuir e só! Sem “segundas intenções” na legalização.
Confesso que essas pesquisas que dizem que álcool é mais prejudicial do que maconha me causam estranheza: qual o “fato” especifico que demonstra que o álcool faz mais “mal” que a erva em questão? Sei lá, na noticia que li eu não vi.
Fato é, meu caro, que o problema não é o uso da droga (incluindo as licitas), o problema é o exagero, o problema é perder a noção! Eu nunca ouvi noticia de overdose de maconha, de álcool já. O álcool é acessível, é licito, vende-se na esquina, a maconha não. Ah, logo, “se legalizar a maconha terá gente se matando com mais frequência?”. Talvez, gente problemática, sempre existiu e sempre existirá.
Somos humanos, não somos perfeitos e nem somos o suprassumo do equilíbrio. É uma minoria que “se mata”, mas ela existe. Já fui a bailes chiquérrimos “open bar” cujo ingresso foi mais de trezentos reais e não sai bêbada, sai “alegrinha”. No entanto um jovem, infelizmente, se matou numa festa bebendo vodca. Desconfio que barata, ainda!
O que falta para as pessoas é educação, amor próprio e, sobretudo, limite! Quem nunca exagerou na dose do álcool? A maioria, certo!? Mas a gente fica mal e aprende, fica maduro e aprende a conhecer nossos limites e a não ultrapassa-los da próxima vez. O mesmo com qualquer droga licita.
Quanto a maconha, na verdade, e qualquer outro tipo de droga, sou a favor da legalização para que o trafico pare de lucrar. Mas, lhe digo uma coisa, narro um efeito rebote disso: com a legalização se verá que a maconha e o álcool são igualmente nocivos, porque os “sem limites” irão exagerar na dose e isso vai virar estatística! O que ainda não temos, afinal é considerada ilícita.
O segredo? Limite. Autoconhecimento, tendo isso, tome seu vinho, sua cerveja, sua caipirinha. Use a “droga” a seu favor e não contra você. Um happy hour é divertido, um vinho no jantar com o marido “agrega” valor ao momento, agora, quando junto com a sensação de falsa alegria causada pelo álcool você começa a sentir mal estar físico, então, seguinte: você está se “divertindo” errado.
Se você não reconhece seus limites, bebe todos os dias até ter amnésia, procure um médico, talvez você esteja deprimido e precise de outra “droga”, cujo efeito seja adequado ao seu caso. Enfim, drogas?! A gente precisa delas. Só precisamos aprender a usa-las com moderação.

Cláudia de Marchi
Sorriso/MT, 04 de março de 2015.


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