Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Vintage.

Vintage.

Estou ficando “vintage” e cada vez mais dona das minhas vontades, dos meus desejos, dos meus anseios, dos meus sentimentos. Sejam eles nobres ou vis, são meus e eu não tenho vergonha de senti-los! Sou dona de mim, isso me resume. 
O pouco não me contenta. O médio não me contenta. O razoável menos ainda! Nada de morno, nada de “meio”, nada de “quiçá”. Eu gosto é de vontades incontroláveis, de sentimentos avassaladores, de corações inteiros, de almas completas. 
Não gosto de nada complicado, de nada problemático. Ninguém ultrapassa mais de 30 primaveras com um sorriso no rosto e com a pele lisa e a carne dura se perde tempo com o complexo demais, com o complicado e com o problemático. Eu gosto do que é simples e sem mistérios. Se eu quiser mistério eu assisto um bom suspense hollywoodiano. A vida carece de transparência, do bom e velho “pão, pão, queijo, queijo” e, claro, do “vinho, vinho”. 
A vida é muito curta para ser complicada e eu sou muito bem humorada para aceitar qualquer complicação, qualquer dificuldade. Eu escolho o fácil, escolho o simples, escolho o que não me extenua, o que não exige demais da minha paciência. 
Porque, paciência, meu amigo? Nunca tive e, balzaca, dou-me o direito de ter menos ainda. Intolerância tem que ser conquistada! Já passei por muitas nesta vida para ser tolerante demais, paciente demais. 
Já passei da fase do me fazer de forte, do fazer de conta que não me importo, do fazer de conta que sou imbatível. Eu não sou, eu sofro com raiva, eu sofro com magoa e nem por isso eu estagno a minha vida. 
É explanando sem vergonha alguma o que sinto que eu supero rápida e nobremente qualquer indicio de dor e, com atos não publicados ou publicáveis, coloco tudo o que não convém para trás. Sou imprevisível, destemida e totalmente sem medo do novo, do outro, do desconhecido. Eu não tenho vergonha de nada, menos ainda de ser quem eu sou e de sentir o que sinto. Atiro-me de cabeça em tudo, no amor, na paixão, na mágoa e no desprezo. Afinal, faço o que eu quiser. Ninguém me detém. Nunca me detiveram, nem deterão.

Cláudia de Marchi
Sorriso/MT, 09 de abril de 2015.


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