Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

domingo, 26 de abril de 2015

Sabendo apegar, sabendo desapegar!

Sabendo apegar, sabendo desapegar!

Desapegue-se! Desapegue-se do que não faz sorrir, do que lhe pesa os ombros, do que lhe frustra. Desapegue-se de lembranças boas se o presente não é bom, desapegue de expectativas, apenas viva com realismo.
Está bom? Ótimo! Fique. Não está? Chute a bola, siga adiante, desapegue-se! A vida é muito curta para você manter-se com quem não lhe faz bem por medo de ousar, por medo de se desfazer de expectativas passadas e frustradas.
Seja leal consigo mesmo! As coisas não precisam ser eternas para lhe fazerem bem, elas só precisam ser boas. Só precisam lhe marcar, lhe agradar pelo tempo exato em que forem boas.
Está para nascer um ser humano tão desapegado quanto eu! E essa é uma das minhas maiores virtudes. Eu me apego por quem se apega por mim e desapego quando analiso e concluo que mereço um "apego" melhor. Simples assim! Ao menos para mim.
Se eu sempre fui assim? Não, obviamente não. O desapego é algo que a gente conquista junto com a maturidade. Termino um relacionamento hoje e não fico remoendo expectativas ou algo assemelhado. Na verdade eu nem cultivo tantas expectativas quanto uma época cultivava.
De tudo em minha vida tenho apenas uma meta: manter-me em paz e feliz, continuar sendo feliz. Não busco a cura para nada, porque não preciso ser curada, não preciso ser salva, não preciso ser realizada ou “feita” feliz, porque eu já sou. A esta altura da minha vida eu quero apenas manter o que já conquistei sozinha ou acompanhada, ocorre que, se for esta (segunda) a minha opção, então que seja bem, muito bem acompanhada!
Logo, se percebo incômodos e inconvenientes na companhia de alguém eu desapego! Simples. Não tenho paciência para tolerar, não tenho paciência com o que não me agrada e me perturba. Eu quero a cereja do bolo, a alegria, a paixão, o lado bom. Quero o que aumente minha alegria, não o que a abale. Quero ser eu mesma e rir ainda mais, quero borrar meu batom, não aceito borrar o rímel.
Ninguém no mundo vale um rímel borrado, uma cara fechada, mil encucações e insegurança. A regra na vida não é apenas o desapego, mas o saber com quem e até quando se apegar. É uma questão de viver o momento: agora com alguém, amanha sozinha, mas sempre feliz e de bem com a vida!
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 26 de abril de 2014.

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