Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Ainda que respingue em nós: a gente luta!

Ainda que respingue em nós: a gente luta!

Eu sempre disse para meus alunos que todo radicalismo, em que pese eu critique, teve sua utilidade para nosso País. Isso vai dos comunistas na época da ditadura, até o movimento feminista, incluindo os defensores nas minorias que tanto “causam” por aí em defesa do que deveria ser “bom senso” da sociedade, mas não é.
Enfim, sobre a greve dos caminhoneiros e etc.: arquemos com o ônus da maioria ter elegido uma inapta para o Governo! Que os preços aumentem, que a oferta fique escassa. Sofrimento? Que seja!
Se isso for suficiente para que algo mude (e a esperança nunca morre), se isso fizer esse governo infame se tocar de suas falhas homéricas, então encaremos. Eu apoio, é preciso uma “guerra” branca para que algo mude? Desde que não matemos uns aos outros, obviamente, então que siga.
Somos por natureza um povo leniente, pacifico, um povo que, via de regra, é “midiografado”, ou seja, só vai às ruas por influencia da mídia. Não é o que está acontecendo, pois, noticiem ou não, os preços estão absurdos! Dói colocar gasolina no carro, dói ir ao mercado hoje em dia.
Enquanto tudo aumenta, surgem escândalos no governo mais fiasquento e hipócrita que tivemos e a Sra. Presidente faz dizer que a inflação está sob controle, que o desemprego está diminuindo, enfim, existe uma grande diferença entre o país das maravilhas noticiado pelo governo e o país em que vivemos.
Em que os, primeiramente, lideres da “revolução”, os caminhoneiros, sentem em seus bolsos enquanto viajam pelas estradas terríveis de nosso País. E todos nós somos com eles solidários, mesmo que, o que já é caro, em virtude da escassez no mercado, acabe por subir ainda mais.
Temos, ainda, a esperança de que isso resulte em algo. Quiçá, na derrocada da presidente e, sobretudo, num aviso aos que vierem: nós não somos bobos, nós não somos tão acomodados. A gente reivindica, doa em quem doer, e ainda que a dor respingue em nós, a gente luta.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 26 de fevereiro de 2015.

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