Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Da insegurança saudável ao ciúme doente.

Da insegurança saudável ao ciúme doente.

Eu acho o tal do ciúme uma besteira sem tamanho. Quanto à insegurança, não acho assim tão vil. Quando você gosta muito de alguém é praticamente elementar que tenha certos receios, certos medos.
Medo de o outro lhe deixar, desamar ou não querer mais a sua companhia, seja por alguém ou para ficar só. Todavia, a dose saudável de insegurança a qual me refiro não é nada perniciosa.
Ou seja, com ela e graças ao receio intrínseco de perder o amor da pessoa amada, você vai envidar esforços e dedicação para fazer a relação dar certo, para manter o outro apaixonado por você como esteve no principio.
Enfim, uma dose salutar de insegurança é, a meu ver, recomendável para uma relação sadia e duradoura. Agora, meu amigo, ciúme é indicio de insegurança patológica. Acho de ultima categoria essa coisa de ter ciúmes das colegas do parceiro, ciúmes de o parceiro sair beber com os amigos, de ele não estar perto, de viajar para longe, de desejar outros corpos ou outra pessoa.
Se isso é impossível? Sei lá, meu amigo! Nada é impossível nessa vida, mas uma coisa eu garanto: um parceiro que sufoca, que espreme, que desconfia demais, que não confia em si e que impõe ao outro o seu medo de traição é desanimador do amor e animador na malicia! Ou seja, dá ideias, além de raiva. O que é perigoso para ele mesmo.
Na real, o ciumento patológico só projeta no outro a sua moral. Moral vil, de regra. Sei lá, o cara olha até pra bunda da tia obesa que vende sanduíches no escritório e acha que você vai paquerar o jardineiro, o entregador de jornais, enfim, ele lhe julga por ele. A imoralidade e indecência estão, isto sim, na cabeça dele.
Quando estou apaixonada tenho um pouco de medo de perder. Em certas situações, um pouco mais do que em outras, mas não sou uma mulher patologicamente ciumenta. Gosto, isto sim, de respeito.
Acho ridículo elogiar outras mulheres na minha frente, por exemplo. Não é por ciúme, acho desrespeitoso. Seria um tanto besta e feio eu chamar um cara de “gostoso” na frente do meu parceiro, creio eu. Por isso, não gosto que façam comigo. Simples assim.
Quanto ao resto, sou perfeccionista. Não admito deixar a desejar, não admito incitar quem eu amo a querer outra pessoa. Claro, é natural que o cidadão ache outras pessoas bonitas, mas isto não implica em querer deixar-me.
Segurança demais, não cheira bem, mas ciúmes fedem ainda mais. Logo, é digno, quando se gosta, ter um medinho de perder, mas nada que penda para a plena insegurança e ausência de confiança no sentir e no caráter do outro. E ciúmes, meu amigo, seguidamente é ausência de confiança e insegurança extrema. Logo, eu pergunto: você não confia por quê? Pense a respeito. E, na duvida, procure um analista. O problema pode ser, literalmente, seu.
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 21 de fevereiro de 2015. 

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