Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Não gosto, mas respeito.

Não gosto, mas respeito.

Sejamos francos: a gente não valoriza e nem se importa com o que desconhecemos ou desprezamos. Sei lá, existem certos conceitos científicos, do âmbito das ciências exatas que não são, nem nunca foram a minha “praia”. Nove em dez noticias relacionada ao tema, não me interessa.
Penso eu: “Sim, qual a utilidade disso?!”. Sempre fui muito mais psicologia, filosofia, sociologia, ciências humanas, enfim. Não nego minha vileza, eu menosprezo o que não me interessa, o que não me agrada. “Ai, que horror, que pessoa estupida!”, pois é, talvez, mas humana.
Sei que existe, mas não vou atrás de informações, enfim, não gosto, não simpatizo e ponto final! A ignorância é minha e eu a deixo onde está. Se não quero saber, não saberei. Gosto de tantas coisas, sou curiosa sobre quase tudo! Só que entre o tudo e o “quase” existem umas coisas que eu acho “nonsense” pra caramba!
 Todavia, não saio expondo minha ignorância por aí, tipo abrindo meu menosprezo ao mundo, vendo notícias e dizendo “aff, que coisa mais inútil”. Não curto, não me interessa, mas respeito. Até porque, o inútil dentro de minha humana e limitada visão pode ser o útil no futuro, sei lá, cura do câncer, antidoto contra gente desrespeitosa, por exemplo!? Vai, saber!
Eu sou fã de remédios (sim, acho que eles existem para ajudar-nos, seja para uma cefaleia ou algo mais ou menos “grave”) e eles não surgem do nada. Não é filosofando que se cria uma medicação, certo?!
Acho necessárias as ciências médicas, mas, confesso, estarreço-me frente a algumas descobertas, como fico boquiaberta frente a um sujeito de voz bonita cantando sertanejo universitário! Eu exclamo: “Dio Santo! Que desperdício de voz!”. Mas, é a vida, a minha opinião é só a minha opinião.
A verdade é que a gente gosta do que é conosco a fim, a gente admira aquilo no qual nos vemos (e não estou falando do espelho, embora eu goste de gente que se ache belo). Afinidades não nos fazem sentir-nos sós, a gente encontra, através delas, um pouco de nós no outro. E isso é ótimo!
Portanto, não se sinta mal se, como eu, você “caga e anda” para certas noticias, áreas ou pessoas. O real é que a vida é curta demais para a gente comer só o recheio do bolo. A gente gosta do creme, das cerejas, da cobertura! Então foquemos no que curtimos sem medo de ser feliz.
O que a gente não aprecia, quem a gente aprende a não gostar (e que nosso “não gostar” nunca seja preconceituoso sem nunca termos convivido com o “não-gostado”) que fique longe! Vamos deixar de lado o que não nos faz bem, melhor fazer isso do que “se obrigar” e ser mal humorado. Ah não, isso não! Comigo não!

Cláudia de Marchi
Sorriso/MT, 25 de fevereiro de 2015.


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