Sobre o verdadeiro pecado!

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"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

“Amiga”: desmistificando e selecionando.

“Amiga”: desmistificando e selecionando.  

Talvez o conceito de um bom amigo que eu tenha elaborado ao longo da vida seja demasiado frio para alguns, demasiado radical para outros, mas, convenhamos, formamos nossas opiniões com base no que vivenciamos na vida. E as minhas, são o reflexo do que já vi e, sobretudo, vivi.
Pois então, sabe quem é um bom amigo para mim? Quem é tão ou mais bonita do que eu, quem é tão ou mais inteligente quando eu, quem tem uma vida tão ou mais feliz como a minha, quem é tão ou mais bem amada do que eu, quem é tão ou mais contente do que eu, quem é tão ou mais feliz profissionalmente do que eu, quem é tão ou mais magra e elegante do que eu.
Sinceramente?! As mulheres, especialmente, estão se mostrando cada vez mais distantes da admiração. Ao menos aquelas cuja idade está próxima ou um pouco além da minha. Meninada nova não compete, não com uma balzaquiana, estamos em nichos diferentes. A inveja e, consequentemente, a intriga, a critica infundada e depreciativa, surge em relação a pessoas que são vistas como “aproximadas”.
Ao contrário de muitas, eu gosto de mulheres lindas, gosto de amigas com corpo lindo, gosto de ver a segurança das mulheres bonitas, finas e inteligentes, porque eu admiro isso! E, lamento, mas são raríssimas as conhecidas admiráveis que tenho. E eu preciso demais ou dispenso, continuo de poucas e raríssimas amizades.
Estou farta de mulher descontente: ou está gorda, ou muito magra, ou se sente insegura, introvertida ou extrovertida quando não precisa ser. Sei lá, mulher “espalhafatosa”, mal humorada e grossa? Eu conheço! E são lamentáveis.  
Eu quero fazer amizade com mulheres mais belas, mais chiques, mais ricas, mais inteligentes, mais felizes, mais seguras de si, mais decentes, mais bem amadas, mais elegantes, mais educadas. Cansei desse povo burro, inseguro que fica me olhando e me observando como se eu fosse um extraterrestre, que se diz minha amiga para falar mal pelas costas.
“Amigo é aquele que te ajuda quando você precisa”. Besteira! Qualquer um se sente bem vendo o inferno que a sua vida é ou está, qualquer um se enternece e ajuda, qualquer um vai sentir pena, quiçá aliada com uma “risadinha” interior. Sei lá se é instinto, mas a parte negativa que o ser humano tem tende a adorar se ver por cima!
A parte maligna do homem adora “um” dar conselhos, porque sente que não precisa. “Ah, coitado, precisa do meu apoio, precisa de mim”. A parte maligna do ser humano adora sentir pena da amiga deselegante, fora dos padrões ou caquética. Aí é fácil amar, adorar, elogiar, ter empatia, se preocupar e sentir compaixão.
Eu quero ver ser leal, ser amiga, não ser falsa, não criticar, não fazer comentários maldosos frente à existência da amiga que está sempre de bom humor, sempre com sorriso nos lábios, sempre se sentindo bem amada, segura, sempre com opiniões fortes, mas com classe e educação. Ah, aí quero ver ser amiga. Mas falo em amiga com “a” maiúsculo e longe de aspas!
“Amiga” para sair comer, “amiga” para jantinha, “amiga” para encher a cara, “amiga” para sair dançar (e observar você para difamar depois), “amiga” para satisfazer uma maléfica curiosidade de “como” ser você, “amiga” para chorar pitangas de amores frustrados, não correspondidos, de traição ou casamento ruim, dessas tem várias. Eu tive, inúmeras, centenas!
Quero ver ser amiga que se rejubila com a sua alegria quando ela está solteira, se sentindo gorda, se sentindo feia e deprimida. Quero ver ser sua amiga quando você está bem acompanhada com frequência e ela não acha um “namoradinho” para chamar de seu, ah, aí meu amigo, quando ela ficar radiante por você vendo o seu brilho, então você pode começar a tirar as “aspas” da palavra “amizade”. Só aí!



Cláudia de Marchi
Sorriso/MT, 24 de fevereiro de 2015.


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