Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Deselegantes e grosseiros.

Deselegantes e grosseiros.

Tive o azar de conhecer inúmeras pessoas que se julgam sinceras e diretas quando, na verdade, são grosseiras, sem classe e finesse no trato humano. Criaturas estúpidas que dão opinião quando ninguém pede, que criticam quem lhes ignora, que falam o que não precisam e gritam com os outros como se o tom de voz atribuísse importância as asneiras que falam.
Gente que fala "cala a boca", gente que tem diarreia verbal, gente que quer pagar de intelectual, que fala como se fosse o centro do universo. Enfim, gente que não tem noção de classe e respeito humano, mas chama de franqueza toda a grosseria que diz. Gente desclassificada, gente idiota!
O mundo precisa de mais humanidade, de pessoas gentis e educadas que saibam o que e quando devem falar do que de pessoas que chamam mau humor, falta de finesse, estirpe e elegância de sinceridade.
Mais educação, consciência e menos defecação verbal. O mundo agradece e a vergonha que fugiu da cara de alguns, também. Não custa nada filtrar o que se fala né?! Sei lá, pensar assim: esse comentário vai enaltecer ou incomodar? É necessário ser dito? O outro tem interesse em me ouvir? Não posso me calar ou mudar a forma de explicitar meus pensamentos?
Minha opinião, já que não solicitada, é, tão mais importante do que a forma de o outro pensar? Se a resposta a todas estas perguntas for sim, ótimo, então além de sincero, você é fino, elegante e inteligente.
As pessoas precisam aprender que essa coisa de sinceridade, às vezes é superestimada, sabe por quê? Porque o que você pensa, é só o que você pensa! O que o outro pensa, é “só” o que ele pensa, mas partindo-se do pressuposto de que vida, CPF e cú cada um têm os seus para deles cuidar, não custa nada diminuir a importância que você dá a sua “formidável” forma de pensar. Inclusive sobre a vida e o proceder alheio, enfim, sobre o que não lhe diz respeito.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 23 de fevereiro de 2015. 

Um comentário:

  1. Eu me considero uma pessoa muito sincera, porque acima de tudo sou sincera comigo mesma. Logo, se eu não estou satisfeita com algo, fica escrito na minha testa, vem de dentro pra fora sabe, e as palavras surgem automaticamente, fico engasgada, sufocada. Ser grossa? Acho isso totalmente deselegante e desnecessário mesmo. Não que eu não ache que certas pessoas não necessitem serem colocadas no lugar delas de vez em quando, mas isso é uma seleção natural, considerando a teoria de Darwin. Rsrs.
    O ser sincero já sofre por si só, por que não ter cautela ao falar então? Costumo dizer que minha voz já impõe, daí misturada com a minha sinceridade, posso acabar transparecendo o que eu não sou, arrogante, sendo que carrego em mim toda a humildade do mundo. Então, acabo quebrando a sinceridade com extremo extrovertimento que brota de dentro pra fora. Me torno até deselegante nos risos e gargalhadas quando caio na graça, mas é o tal ser sincero consigo mesmo, você acaba não controlando muito as sensações. Rsrs. Um saudoso abraço!

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